Material para pesquisa:
Site da comunidade João Surá: http://joaosura.soylocoporti.org.br/tag/joao-sura/
Romaria de São Gonçalo
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=1gcX-khUkPU
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=Yv1qqpabiuU
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=pwU6thN9VxQ
O Estado do Paraná é composto por 88 comunidades negras dentre as quais 33 já se encontram em processo de reconhecimento e titulação de terras sendo caracterizadas como comunidades Quilombolas, A Comunidade de João Sura se encontra no município de Adrianópolis e está localizada a beira do Rio Pardo no Vale do Ribeira divisa entre os estados de São Paulo e Paraná e foi a primeira Comunidade Quilombola a entrar em processo de reconhecimento de terras no Paraná que todavia ainda não foi concluído.
A proposta da realização de um vídeo etnográfico é resultado de uma parceria entre o coletivo Soylocoporti, Universidade Federal do Paraná e VER-SUS Extensão, em que através de visitas ao longo de janeiro a agosto de 2007 foi possível a captação de imagens e relatos que se remetem a história e costumes locais da comunidade que completa 200 anos em 2007.
Dona Joana de Andrade Pereira - Quilombola de João Surá
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=wuGEvSyzWTQ
Terra, Fé e Cidadania na Comunidade Quilombola de João Surá (Vale do Ribeira - PR, 2009)
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=Ie9NNrzKkfs
A Comunidade Quilombola de João Sura se encontra no município de Adrianópolis e está localizada a beira do Rio Pardo no Vale do Ribeira divisa entre os estados de São Paulo e Paraná e é a Comunidade Quilombola mais antiga que se tem registro no Paraná, todavia ainda não receu a titulação de suas terras.
Audiência Pública no Quilombo João Surá
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=YPT-fY2Gdj0
João Surá
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=ZdYeAOu8xoU
Ofícios - Clarinda, a farinheira
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=mtJnYKY5egU
Ofícios - Clarinda, a farinheira
Este programa mostra Clarinda de Andrade Matos, a farinheira, contando como a fabricação de farinha permeou os duzentos anos de história da comunidade Remanescente João Surá. O ofício passou por várias gerações quilombola, chegando até Eliziane de Andrade Matos, filha de Clarinda e merendeira do Colégio Diogo Ramos em Adrianópolis. É Eliziane quem apresenta Clarinda, a farinheira e seu belo ofício.
TV Paulo freire. 2011.
Por Dentro da Escola - Tradição de São Gonçalo e Santo Antônio
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=lhg2AYHoQUk
Enviado por Tvpaulofreire em 18/10/2011
Por Dentro da Escola - Tradição de São Gonçalo e Santo Antônio
Colégio Estadual Diogo Ramos.
Comunidade Quilombola João Surá. Adrianópolis, PR.
TV Paulo Freire. 2011
Grupo Raizes Mestre Carvoeiro
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=-RgfCJYWNF8&feature=related
Enviado por gruporaizescarvoeiro em 09/10/2011
Intercâmbio Cultural realizado no Quilombo João Surá, no município de Adrianópolis - Pr, em 08.10.2011
Doações de Biblias aos moradores dos Quilombos
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=PxAHH5aRjC0&feature=related
Enviado por celeide08 em 15/10/2008
Famílias moradoras dos Quilombolas de João Sura sendo evangelizadas pelo Ev. Jose Candido da equipe Trabalhadores em Extinção
O Vale do Ribeira
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=PP2b7iMErIc
Cantos do Vale 1
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=P4X_v6iBGfI
Regionalização da cultura no Paraná Parte 01
Cantos do Vale 2
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=nkAH2TYOPWw
- realizadores
- Angélica Varejão – Terapeuta Ocupacional
- Ceusnei Simão – Engenheiro Florestal
- Érico Massoli
- Gheysa Marques – Professora de Artes Visuais
- Gilberto Manea – Técnico em Meio Ambiente / Bacharelado em Cinema e Vídeo
- Gustavo Guedes – Administrador
- Júlia Basso – Acadêmica de Ciências Sociais
- Larissa Martins – Acadêmica de Engenharia Florestal
- Marina Drehmer – Acadêmica de Biologia
- Michele Galdeano – Acadêmica de Geologia
- contato
- Envie um email para gheysa@joaosura.org
CASA DE TAIPA - QUILOMBO JOÃO SURÁ - PARANÁ

FONTE: http://4.bp.blogspot.com/_-BwoaP3s2j8/S7NEqVSl6JI/AAAAAAAAAAU/oy5H2TqNmEc/s1600/Casa+de+Taipa+-+Jo_o+Sur_+-+Adrian_polis.jpg
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Comunidade São João, Adrianópolis-PR ou Barra do Turvo-SP?
Em visita à Comunidade Quilombola São João, o CAOPJ dos Direitos Constitucionais/MPPR constatou a ausência do acesso aos serviços públicos em decorrência do isolamento da comunidade devido ao Parque Estadual das Lauráceas, unidade de conservação de proteção integral. A comunidade se encontra no município de Adrianópolis-PR, entretanto só há vias de acesso pelo município de Barra do Turvo-SP, ainda que de forma dificultosa.
Após a visita, no dia 20 de novembro de 2010, dia da Consciência Negra, em que se celebra a memória de Zumbi dos Palmares, foi realizada pelo CAOPJ dos Direitos Constitucionais/MPPR uma Audiência Pública, na Comunidade Quilombola Córrego do Francopara, convidando as demais comunidades da região para tratar das demandas coletivas e das possibilidades de melhoria na atuação estatal com a finalidade de promover efetiva garantia de seus direitos fundamentais.
Assista a reportagem sobre a visita à Comunidade São João.
Postado por Terra e Cidadaniaàs 08:47
FONTE: http://terraeterritorios.blogspot.com.br/
Microrregião de Cerro Azul - Adrianópolis - CRQ João Surá
CRQ COMUNIDADE REMANESCENTE QUILOMBOLA JOÃO SURÁ
A comunidade está localizada a 50 quilômetros da sede do município de Adrianópolis região do Alto Vale do Rio Ribeira do Iguape, na fronteira entre Paraná e São Paulo, nas áreas compreendidas pela confluência do rio Ribeira com o rio Pardo e os limites do Parque Estadual das Lauráceas. Segundo relatos dos quilombolas a comunidade recebeu o nome de João Surá em razão da existência de um garimpeiro – francês - que buscava ouro na região para vender em Iporanga, São Paulo. Esse garimpeiro morreu na cachoeira de um rio que deságua no rio Pardo. Rio e cachoeira receberam também o seu nome, João Surá.

Os negros que há mais de 200 anos estão nesse local são descendentes de escravizados que fugiram da mina de ouro que existia em Apiaí, São Paulo e chegando ao território em busca de liberdade, estabeleceram vínculos de amizade com os índios que moravam na região, toda de mata fechada. As famílias que por muito tempo resistiram às invasões de pescadores, mineradores e de madeireiros foram também pressionadas por fazendeiros para que vendessem suas terras por valores irrisórios quando várias famílias não negras chegaram à região para a exploração de recursos naturais encontrados.
A agricultura, o extrativismo, a pesca e a criação de animais são as atividades de subsistência. Aspectos culturais como mecanismos de integração comunitária em torno de diferentes atividades produtivas refletem a identidade coletiva dos quilombolas de João Surá na divisão do trabalho com a prática de mutirões, na troca de dias de serviços, nos momentos culturais entre eles, os bailes e nas festas religiosas envolvendo não só a comunidade mas as comunidades vizinhas do Vale do Ribeira. As famílias de João Surá compartilham a casa de farinha que agrega enquanto aspecto cultural e pode ser considerada como um símbolo de subsistência coletiva.
As festas de Santo Antônio, do Divino, a Recomendação das Almas na Quaresma e a dança de São Gonçalo que em determinado momento mescla catolicismo e raiz africana na celebração, são referências culturais religiosas importantes para a comunidade. Nessas festas os moradores pagam promessas pelas graças alcançadas em boa colheita e boa saúde para as pessoas e para a criação. Outra referência em destaque na comunidade é o artesanato em argila, em madeira e objetos em taboa.
FONTE: http://www.gtclovismoura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2

Núcleo do Militão Comunidade de Remanescentes de Quilombos de João Surá
QUILOMBO DE JOÃO SURÁ – MUNICÍPIO DE ADRIANÓPOLIS
Clemilda Santiago Neto
Historiadora e Especialista em Educação Patrimonial
Correção ortográfica e formatação Fanny Regina de Oliveira
Contam os moradores que a comunidade recebeu este nome devido à existência de uma cachoeira nas proximidades - conhecida como Cachoeira João Surá. contam ainda que João Surá era um pescador que morreu neste rio, e por isso recebeu o seu nome.
O Senhor Paulo Andrade Filho, conta que os negros que ali se estabeleceram, os fundadores do quilombo, eram escravos que fugiram de uma mina em Apiaí, e ele diz ainda que na Igreja em Iporanga, São Paulo, há inclusive o registro de quanto ouro foi retirado desta mina na época. Conta também que existe uma folha de partilha das terras datada de 1822, documento que está no cartório de imóveis na cidade de El Dourado, em São Paulo.
Um dos mais velhos diz o Antonio, líder da comunidade, era um "amansador de índios", que se utilizava de estratégias de aproximação como distribuição de doces ou instrumentos musicais para estabelecer vínculos de convivência e amizade com os indígenas que moravam na região na época.
As terras da comunidade são tituladas pelo INCRA e 16 das famílias possuem o título de posse de aproximadamente 180 alqueires de terra.
Os moradores contam que as Festas Religiosas são muito importantes nas comunidades e as mais conhecidas são a Festa de Santo Antônio e a Festa do Divino.
Para a Festa de Santo Antônio são reservados três dias, pois o pessoal começa a chegar no dia 11 de junho para os preparativos, no dia 12 fazem a novena e no dia 13 acontece a missa.
Já na Festa do Divino, que também acontece no mês de junho, as novenas são feitas de casa em casa. A Bandeira do Divino visita cada casa, "pousa" nesta casa, cujo morador oferece janta, café da manhã e almoço para os visitantes, que só irão seguir para a próxima casa após o almoço e assim sucessivamente. O momento da chegada da Bandeira é de grande festa, com foguetes e cantoria. Os foliões (pessoas que acompanham a Bandeira) chegam na casa e pedem uma oferta para que a festa continue (pode ser em dinheiro) e uma prenda, que pode ser um alimento, um animal, ou o que o morador puder dar. Os moradores pagam assim promessas pelas graças alcançadas, como a boa colheita da roça, a saúde da criação (dos animais) que foram abençoadas pelo Divino. Todas as doações arrecadadas durante as visitas são anotadas num caderninho e assim seguem duas a três canoas carregadas com as prendas. No dia da Festa do Divino há um leilão com os animais doados pela comunidade, bingo, e muita comida (porco assado, espetinho, etc.) . Toda a renda da festa vai para a Igreja.
Havia ainda na comunidade a Festa de São Gonçalo, que não tem dia marcado para acontecer, e que foi proibida pelo Padre Stanislaw. Este padre convenceu todos os moradores a fazerem um juramento, prometendo que não iriam mais fazer a festa. Contam os moradores da comunidade que uma das festas mais importantes da comunidade era a Festa de São Gonçalo, quando toda a comunidade se reunia para fazer cantoria, acompanhada pela Bandeira do Divino. Havia o "mestre", Seu José Cordeiro de Matos, o "contra-mestre", Seu Antônio Aparecido de Matos, o "guia" ou "mestre-sala" Seu Sebastião de Andrade, e ainda duas "cantadeiras" (a 1ª e 2ª voz, que ajudavam o mestre e o contra-mestre na entoada). Para acompanhar a cantoria dançando nove homens e nove mulheres - no mínimo, pois o número de pares depende da promessa feita ao Santo.
Dona Joana Pedroso, 70 anos, outra moradora do bairro, diz que ouvia sua tia contar que quando eram jovens e iam para o trabalho não tinham sapatos para por no pé. Então cortavam o couro do boi curtido no tamanho do pé, furavam e passavam tiras de couro para amarrar. Assim protegiam os pés dos espinhos na caminhada, utilizando o couro às vezes de uma forma que pareciam botas, protegendo assim todo o pé.
Dona Joana conta também histórias do seu "velho", Euclides da Rosa Pedroso. Conta que ele andava sempre perto do pai, aprendendo o serviço que este fazia e precisava caminhar pelo meio do capinzal, onde haviam muitos espinhos agulhados, que machucavam, principalmente quando estavam brotando. Então ele fazia uma proteção para o pé utilizando palha de milho, amarrada para não cair. Assim ele podia atravessar o capinzal e ir até o local onde o pai dele estava fazendo canoa.
Outra "história" de Dona Joana, diz respeito à quaresma e é uma recomendação às almas (devoção às pessoas que já morreram). Na toada fala-se de Jesus, Maria, dos inocentes (os anjos), dos monges e das almas do purgatório. É feita então uma romaria pelas almas nas casas, nas cruzes, no cemitério e na igreja (na igreja é um canto e no cemitério é outro).
FONTE: http://quilombosnoparana.spaceblog.com.br/372533/HISTORIA-DO-QUILOMBO-DE-JOAO-SURA-MUNICIPIO-DE-ADRIANOPOLIS-ESTADO-DO-PARANA/?__hsc
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